Livro desde bebê, sim!
Há quem ainda não leve "a sério" a investida em livros para os bebês
Cristiane Rogerio
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Muitas pessoas me perguntam se pode ou se espantam quando eu indico livros para bebês. Não apenas isso. Surpreendem-se quando indico livros para bebês como um ato de incentivo à leitura. E por que não?
Estou lendo esta semana o livro Confusão de Línguas na Literatura: O que o Adulto Escreve, a Criança Lê (Ed. RHJ), de Ninfa Parreiras, uma especialista no assunto, claro. Há um trecho do livro que todos nós temos que “absorver” e vale muito a pena pela clareza como ela expõe. Diz assim:
“Por que não damos um livro a um recém-nascido? Talvez porque não o valorizamos, nem lembramos da relação que a criança pode e deve ter, desde muito cedo, também com esse objeto. Quando oferecemos a um bebê de dias um bichinho de pelúcia, ele ainda não vai explorá-lo. Só muito mais tarde irá agarrá-lo, embalá-lo, dar-lhe de comer, levá-lo a passear: num jogo simbólico cada vez mais elaborado”. Ela quer dizer que dar um livro a um bebê, seja aquele na hora do banho, seja o cartonado que ele põe na boca, na cabeça, senta em cima, joga para o lado, não importa: ele vai se lembrar do livro. E vai dar o significado que nós adultos – a sua referência – damos ao livro.
Ela continua depois: “Se, por um lado, a relação com os brinquedos se dá com o próprio desenvolvimento das crianças, assim pode ser com o livro também: mais tarde, a criança vai se interessar pelas ilustrações, pela sequência das imagens, não vai mais rasgar as páginas, nem morder os cantos dos livros. O livro passa a ser um objeto por ela querido e a leitura vai entrando lenta e naturalmente em sua vida, permitindo-lhe, cada vez mais, brincar, participar, opinar”.
Eu adorei a parte do “o livro passa a ser um objeto querido”. Porque é exatamente essa relação de afeto que cabe ao adulto criar para a criança. Eu, quando pego um livro novo, passo sempre a mão na capa, aliso, olho em volta, aí então abro e o conheço melhor. E, os livros que mais amo, vivem abraçados por mim (até as cópias que estão na livraria, devo confessar!).
Alguém aí ainda tem alguma dúvida?
Aqui
Há 23 horas
3 comentários:
Concordo perfeitamente... eu conto histórias e mostro as imagens ao meu bebé desde que ele nasceu (tem agora 2 meses). ele fica muito curioso a olhar... claro que ainda não percebe mas isso é um pormenor no meu de algo que tem muito mais significado.
Olá. Vim visitar o seu blog e esta postagem é muito boa (ainda vou dar mais uma voltinha pelo seu cantinho e conhecer tudo melhor). É realmente muito importante o livro para um bebé. Eu tou grávida e o meu bebé já recebeu duas prendas (fora a roupinha e afins claro): a primeira foi um livro em tecido com várias texturas e a outra um carro de bombeiros cheio de cores em tecido também. Ambos vão permitir uma interacção dele com os objectos e a sua exploração sensorial em diversos sentidos: texturas, cores, sons, imagens...
Fiquei muito feliz por serem os seus primeiros brinquedos, não fosse eu educadora e pensasse nestas coisas de uma forma também diferente.
Visite também os meus cantinhos e seja muito bem vinda.
eraumaeoutravez.blogspot.com
doiscontigo.blogspot.com
Eu concordo plenamente com dar um livro a um bebé. Ler-lhe muitas histórias, contar uma história à noite e até falar com o bebé ainda dentro da barriguita!
Só faz é bem!
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