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segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Nova cara na sala
Era quase inevitável começarmos a ter caras novas na sala, já que as minhas actuais miúdas são todas já repetentes na Creche. A J. chegou hoje à nossa sala pela primeira vez e portou-se muito bem. Claro que chorou, claro que pediu pela mãe, claro que andou agarrada à chupeta o dia todo, mas também brincou no espelho, interagiu com as outras meninas, comeu muito bem (apesar de comer e choramingar ao mesmo tempo), dormiu 2 horas seguidas e quando chegou o final do dia estava impecável. Se for sempre assim já temos um saldo bastante positivo!
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Começo calmo

O início deste ano lectivo foi completamente diferente dos outros. Tudo muito calmo e feliz. As meninas não me estranharam e são hiper-simpáticas, gostam de explorar tudo, de se levantar e aguentarem-se à brava nas pernocas frágeis, adoram observar, ouvir canções e "falar", gritar, bater palminhas, dizer adeus, dar beijinhos... A M.A. começou a dar passos cada vez mais seguros e confiantes, está a caminhar, está mesmo a caminhar! Que vitória! São só miúdas, rapazes nem vê-los. Pode ser que lá mais para a frente venha algum homem para tanta rapariga! Estou feliz, vai ser um novo desafio! A sala de um ano é tão desafiante como as outras, só que nos debruçamos sobre algumas áreas mais do que outras. Claro que não se abordam os números ou as profissões, mas apela-se à completa e total exploração dos sentidos, dos carinhos, do toque e dos grandes desafios que são aprender a caminhar, comer bem sólidos, as primeiras palavras, as primeiras histórias... o que poderá ser mais delicioso do que auxiliar a criança a conquistar o seu mundo?! Estou feliz e ansiosa para percorrer esta viagem com as minhas miúdas!
segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Muah!
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
E agora qualquer coisa lamecha e egoísta...
É o último dia. Hoje entrei mais tarde porque tenho muitas horas para dar. Estou no dormitório, o barulhinho que eles fazem a dormir é único. É o último dia. Não parece nada. Tanta coisa que vivemos, como verdadeiros amigos. Daqueles amigos que mesmo que passem anos e anos nunca vamos esquecer. Vou ter tantas saudades dos abraços deles, dos olhos a brilhar a pedir as histórias de assustar, em que entra o lobo. Vou ter saudades mesmo das traquinices, porque se não fossem as traquinices, não eram as mesmas crianças que tenho aqui diante de mim. O rádio toca a música de despedida, uma música calma e relaxante com o mar como fundo. Falta tão pouco para irmos todos embora e o peito começa a apertar, a deixar saudades. Dizemos até para a próxima, não te esqueças de visitar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. Queria tanto acompanhá-los mais algum tempo, aproveitar esta autonomia que foram conquistando, já são tão crescidos que me dá pena tê-los que largar noutro mundo, noutra escola. O trabalho que fizemos, outro alguém há-de lucrar. Mas é mesmo assim. O dever ficou cumprido, o peito enche-se de orgulho de os ver assim e é isso que importa: a felicidade deles.
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Lidando com as birras
Ainda estamos a brincar, a aprender, a divertirmo-nos e a fazermos muitas birras, como é próprio da idade (aliás, as birras são próprias de todas as idades, ainda hoje me apeteceu fazer uma), só vamos de férias dia 7 de Agosto, por isso ainda há muita estrada para fazer!
Texto retirado daqui.
A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.
A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.
Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra, deverá fazê-lo com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.
Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer 'não', deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do 'não': 'Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo...' Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: 'Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha.' Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.
Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.
No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.
A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade. As regras são fundamentais.
Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.
Texto retirado daqui.
A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.
A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.
Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra, deverá fazê-lo com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.
Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer 'não', deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do 'não': 'Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo...' Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: 'Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha.' Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.
Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.
No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.
A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade. As regras são fundamentais.
Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.
sábado, 13 de Junho de 2009
quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Bute a mais uma formação?

Dia 30 de Maio, este sábado portanto, lá estarei no Seminário de Vilar. Se fizerem parte de uma Ipss, apareçam! Inscrições e mais pormenores aqui.
Porque o saber não ocupa lugar, já dizia o meu avô!
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